E-mail de despedida

Agosto 14, 2008

Inicio esse fim sem a pretensão de ser o rudimento dos “tchaus sem saudade”. Mas também não pretendo zunir como um pétreo fúnebre sem recônditos de amor no coração. E, apesar desta contradição, não sei para qual lado oscilarei ao final dessa despedida, ou neste fim. Apenas garanto que serei o pregoeiro da honestidade e dar-lhes-ei nada mais do que a minha verdade, sem aquela veneta inconsciente, o que para mim é muito natural.

Foi exatamente um calendário inteiro na LongPlay. 12 páginas de fatos marcantes e aprendizados, além de noites de ucas, sempre cordialmente bem-vindas, apesar do subterfúgio da responsabilidade; a diversão de pizzas à caucho, sempre em nobres companhias digitais; e madrugadas de jobs, estes sim, às vezes defenestrados.

Já é certo, saudades terei das risadas, dos que ficam e, talvez, até daquelas bem malsonantes. Me refiro às semicolcheias proliferadas ao som de Roberto Justus, que espoucavam o rebarbativo som das cordas vocais com fótons de diferentes cores deixando a sua face obscura e o ambiente visivelmente agradável, como recompensa sensorial.

Depois desse um ano, sigo meu rumo pensando no que vou ganhar e não no que vou perder. Entre tantas mulheres com seus bojos de alegria, o que mais vi nascer aqui, decerto foram amigos dos quais jamais esquecerei.

Deixo a LongPlay sem deixar de ser um LongPlayer. Sou hoje e serei sempre o arauto defensor dessa marca, o exegeta concateado da comunicação e findarei no meu conhecimento as lições aprendidas.

À LongPlay eu não tenho um tchau nem um adeus, mas um muito obrigado.